Engraçado como o tempo e as dores mudam a gente, nos acrescentam experiências e diminuem em algo que não sabemos exatamente o que é, mas que sentimos falta.
Lembro que, da janela, na praia ou no carro, olhava para a lua e me perguntava se alguém a estava olhando, se meu alguém estava olhando pra ela no mesmo momento.
E escrevia desabafos de amor que talvez nunca mais possam ser escritos, sentimento de busca que já passou, era da idade, dá saudade.
Antes o ferimento não existia, agora certas coisas já não tem o mesmo valor.
A realidade destrói... talvez a bela utopia.
Com certeza o tempo e as dores nos trazem experiências, mas se elas diminuem em algo, eu diria que seria a ilusão... essa ilusão que, depois de tanto tempo criada, vai perdendo seu valor. Como um castelo de areia tão bem feito sendo desmanchado lentamente pelas ondas, umas mais fortes, outras mais fracas, mas sempre frequentes, e que você acaba desistindo de mantê-lo como era, até sobrar mais nada. Quer dizer, sempre sobra algo. Lembranças, saudades, o que for.
ResponderExcluir"Cansei, não me iludo mais com isso...", é o que EU diria. Dito e feito.
Essa ilusão que construímos sobre nosso alguém...
Mas... se eu te dissesse que o seu alguém, que você aparentemente desistiu de acreditar... que talvez ele realmente possa existir, mesmo longe de você?
Se eu te dissesse que havia alguém olhando pra lua, assim como você? Não exatamente no mesmo momento, mas fazendo os mesmos questionamentos.
Se eu te dissesse que ele, apesar de mal ter te conhecido, se encantou com o pouco que viu?
Se eu te dissesse que ele pensa em você mais do que você imagina?
Se eu te dissesse que esse alguém gosta da idéia de ser seu?
O que você diria?